SER TÃO... SERTANEJO

Seu moço sou do sertão,
Sou filho lá da caatinga
De dia, sou cor do sol,
À noite, de estrelas ou de lua.

Conheço da terra, a secura;
Dos dias, a fome, o abandono...
Do clima, a “ingratidão”,
Da vida, a alegria!

Sou forte, sou sertanejo
Levo a vida como uma sina:
De vivê-la plenamente.

No final eu agradeço
De tê-la vivido
Com a marca do meu SER TÃO... SERTANEJO!


(Pe. Antônio Rodrigues – 2008)

terça-feira, 18 de novembro de 2008

MEU SERTAO SERTANEJO

Sertão,
meu sertão... sertanejos,
Homens... mulheres fortes
cuja espoliação os persegue,
mas não fraqueja,
nem foge a luta.
Com sua foice, enxada ou facão...
insiste em fazer novo
meu sertão sertanejo.

De manhã, tarde ou noite,
com sua secular disposição,
vai ele ou ela, insistentemente,
no exercício de sua coragem
a fim de trazer, para casa,
"o pão sofrido da terra".
E quando o trás,
suado e minguado,
mal dá para matar sua fome,
e dos seus, que mata.

Andando,
palmo-a-palmo, sol-a-sol...
vai definindo seu curso,
o futuro de sua vida.
Ah! vida...!
Quanto vales pouco aqui!
Mas nós insistimos
por tê-la respeitada e plena.
Afinal,
é tudo o que temos,
ou aquilo que ainda nos resta.

Pe.Antônio Rodrigues
(20.07.1994)

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